quinta-feira, 21 de julho de 2011

Os fins nem sempre são tão dolorosos...

Quem nunca passou por esta situação, o fim de um relacionamento? Quem nunca chorou pelos sonhos desperdiçados em relação a outrem? Quem nunca sentiu o gosto amargo da ingratidão de quem se dá e nada recebe? Pois, sempre ao terminar um relacionamento principalmente quando uma das partes não aceita vem estes questionamentos... Ora, esquecemos as coisas boas, os momentos de amor - carinho e das coisas que absorvemos desta relação para lembrarmos só do triste fim... Confesso... Sou chorona, sensível, dramática... O termino de uma relação em minha vida amorosa é sempre motivo de tristeza e descontentamento... Lembrar-se de um fim doloroso, traz em minhas lembranças o sabor da minha primeira paixão... Foi algo arrebatador, coisa de olhar, nesta época tinha um pouco mais de 18 anos e ele mais velho que eu. Tinha mais experiência, era estudante universitário e meu professor de física... Nossa como existia uma ligação sinestésica entre nós... Mas no fim, a carreira falou mais alto... Surgiu uma oportunidade na vida profissional dele... Ele foi embora e eu demorei para aceitar, esqueci os momentos de felicidade que trouxe para minha vida e coloquei-me lembranças amargas, as quais carreguei como quem carrega correntes arrastando-as... Depois de amargar por alguns anos, resolvi começar a escrever numa pequena agenda os momentos de felicidade e foram tantos, tantos, tantos, que mais parecia que aquela corrente que carregava nada mais era que um simples barbante... Tantas poesias, tantos risos... Aquele sentimento de rancor transformou-se como uma borboleta ao sair do casulo após tempos de reclusão... Hoje, vejo o fim de uma forma diferente, afinal, todo fim é um pressagio de que algo bom está para acontecer...

Taci


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