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sábado, 27 de dezembro de 2014

Ultimos (ou quase últimos..rs) relatos de 2014

Que ano! Ano comprido, do meio para o final pareceu que nunca iria terminar....Estou um pouco distante do meu cantinho, eu sei, mas sempre que consigo um tempinho venho aqui atualizar para vocês...
B em, como é de costume aqui no Brasil, verão chega para que possamos comemorar. E como estou numa nova empresa não poderia ser diferente. Organizei um amigo secreto e fomos lá... Eu e toda a minha equipe...

Equipe N°1 - Adm, Vendas e Design
Equipe N°1 - Adm, Vendas e Design

Foram bons momentos com esta galera no Imbuí e no sábado ainda tivemos a comemoração oficial com toda a empresa:





Foi muito divertido! Tive um contato maior com pessoas de diversas partes da empresa o que me fez ter uma visão muito melhor de qual o meu objetivo nesta empresa, me fez ver também que estou onde preciso estar...

E assim dezembro foi desenhando-se, agora há 5 dias de um novo ano percebi que os 360 valeram muito a pena... Espero poder escrever mais histórias e causos no meu cantinho e espero que todos acompanhem também!
Desejo que todos tenham uma excelente passagem de ano, que possamos avaliar o que é realmente importante em nossas vidas!
Um super beijo cheio de carinho e até ano que vem! 
Taci





quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Outono em plena Primavera

Começamos uma semana de chuva em Salvador. Chuva não, tempestades. Estava segunda feira no trabalho quando o clarão iluminou todo o show room da fabrica onde trabalho. Anunciava dias de chuva e dias para reflexão, tão de repente que os dias ensolarados de dezembro na primavera baiana tornou-se um outono assim tão breve.
De todos estes anos vivendo em Salvador esta é a primeira vez em que vejo tal coisa. Nunca havia visto um dezembro tão anormal.
Pensei em várias coisas, dentre outras sobre o tempo. Estamos há quase 02 semanas de um  novo ano, novo ano este que vem assim sem maiores promessas e preocupações. Não tenho planos e sim metas a serem executadas... É gente, talvez seja a idade... Talvez não...




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

28 musicas para meus 28 anos - Musica 17 - She'll Be loved - Maroon 5

2005 eu no auge dos meus 19-20 anos, era realmente a rainha da beleza só que não. Tinha acabado de conhecer um quarentão charmoso e nós naquele clima de verão e romance fomos curtir uma praia. Eis que esta musica toca e ele disse que eu realmente merecia ser amada. Romantiquinho demais pro meu gosto... hahaha
De certo esta musica marcou aquele dia de praia e também a ultima vez que nos vimos. 
Nesta semana, durante o caminho do trabalho relembrei este dia ouvindo-a mais uma vez...
Então: Voilà.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Apenas mais uma numa noite de sexta feira

Não me leve a mal.
Me leve longe.
Num lugar bonito, onde jamais meus olhos sonharam em conhecer..
Eu adoro problemas, mas as vezes o que quero mesmo são as soluções. As coisas simples, pequenas ao invés dos luxuosos sonhos...
Não me julgue mal.
Me julgue louca, santa, pecadora, mulher...
Nasci com mil dramas e não hesitarei em derramar minhas lágrimas cada vez que achar necessário.
Não me deixe só.
Ou me deixe. Estou tão acostumada em ser livre que o termo sozinha tem um sentido diferente de mim.
Não me culpe por não amá-lo da forma como deveria.
Aprendi a ser assim e talvez nunca esqueça de como sou.
Não me deslumbro com coisas materiais.
Tanto faz se você é do norte o do sul, o que vai me encantar não é o que você tem é a sua capacidade de ser feliz ao meu lado a cada beijo recebido sem uma programação prévia.
Nunca direi que te amo.
Aliás, acho esta frase tão ultrapassada..
Amor prova-se na forma como nos damos as nossas relações.
Contente-se num você é importante para mim e naquela mensagem de boa noite quando lembrar de te enviar.
Apesar de nunca o dizer, saberás que o amo se cada intenção nobre for desprendida de qualquer vontade oculta.
E por fim não se afaste. Ou se afaste para voltar ainda mais encantado com esta história louca e sem fim...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vamos Falar de Salvador.. Mais uma vez

Salvador foi a primeira capital do Brasil, quando ainda pertencia a Portugal.
Lugar onde nasci e vivi. E apesar de todas as transformações em sua natureza continua deslumbrante e encantadora.
Impossível não se apaixonar pelo cheio de mar e a brisa fresca que esta cidade irradia. As pessoas em sua grande maioria são sorridentes,  prestativas e humanas. Nosso centro histórico reúne uma grande parte do acervo histórico e cultural do estado. E o Baiano é um povo de fé, só em Salvador há mais de 365 igrejas de santos variados praticamente um santo para cada dia.
Tudo lindo do ponto de vista de uma soteropolitana apaixonada pelas paisagens desta cidade. Paisagens esta tão acessíveis que basta uma voltinha de ônibus para encontrá-las.
Apesar da violência e do abandono de alguns dos nossos governantes, nossa cidade desponta com uma das cidades mais bonitas do Brasil. Pela sua variedade de atrações, sua gente tão miscigenada e sua forte cultura...
Tudo tão forte que é impossível transpor no papel tal sentimento. Impossível não amar Salvador. Impossível não querer uma mudança imediata...
Por do sol de 2011 no dia do Samba (01.12.2011)

Farol da Barra Em tons de Sépia...





Farol de Itapuã, meu lugar preferido no mundo!

Vista da Baía de Todos os Santos 

Em Março de 2012

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dezembro. De novo.

Hoje quase tive um susto quando dei-me conta que já estávamos aos 12 meses de 2014.
Aliás, 2014 foi um ano surpreendente em todos os sentidos. 
Nestes meses aconteceram várias mudanças em minha vida, algumas que ainda estão acontecendo, na vida da minha família.... E por falar em tantas mudanças, tenho diminuído bastante a frequência de post. Minha vida tem estado assim uma bagunça. Na verdade nem tanto uma bagunça, não tenho feito outra coisa da vida a não ser trabalhar. Saio de casa as 5 volto as 19 quase morta mas, ok... Tenho tentado me acostumar a trabalhar mais de 36 horas na semana, o que não fazia há quase 10 anos....
Fora o meu estado de ocupação, tenho estado bem. Quase não tenho crises de emetofobia, consigo pegar um ônibus cheio sem descer no próximo ponto, tenho cuidado mais do meu cabelo, da minha saúde.
Sei que isto não é permanente, por que no próximo capítulo eu posso acordar e mudar tudo de novo e começar do zero e começar de novo. Gosto do dinamismo que a vida proporciona e esta rotina não tem me agradado tanto quanto pensaria. Estabilidade para mim é viver equilibrando-me entre a loucura e a razão...
Vamos aos próximos capítulos. 
Enquanto isso acontece, um ótimo dezembro a todos nós. Tomara que consiga fechar estes ciclos abertos e me preparar para o retorno de saturno!...

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Eu e meus Diários 2015

Bem, estamos há quase 40 dias para um novo ano. E com a vinda de um novo ano, todos nós gostamos de traçar planos novas metas e novos objetivos.
Uma das coisas que fazem parte do meu ritual de um novo ano é comprar uma agenda nova e queimar a agenda velha. E esta será a minha companheira nestes 365 dias que aproximam-se...
;-)

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Ultimas notícias de Salvador

Em Salvador, geralmente, as temperaturas nesta época do ano passam de agradável para insuportável. Mas, neste atípico momento, os termômetros alcançam 18 a 21°C que é uma temperatura considerada baixa para quem está acostumado com os 25°C até de madrugada. Talvez a temperatura e estes dias com a presença escassa de sol tenham me deixado assim "vers le bas."
Bem, tenho andado na minha louca rotina. Acordo com o Sol durmo com as estrelas e neste intervalo trabalho. Não reclamo. Já estive bem pior e só eu sei o quanto caminhei para alcançar um pouquinho de estabilidade (que é só o começo). Nunca experimentei com tanta veemência o termo saudade.
Saudade de tudo. Dos tempos de criança. De quando não tinha tantas responsabilidades. Saudades dele...
E saudades de atualizar este cantinho..
É. Viver é uma delícia realmente...
Beijinhos





quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Novembro, que seja doce!

Hoje durante a tarde me surpreendi ao ver que o calendário já marca do 11° mês do ano! 
Só assim me dei conta do quanto 2014 passou voando por nossas vidas... E sobre o tempo, ando assim meio reflexiva, observando-o como uma doce espectadora de seus milagres.
Dizem que o tempo tudo cura.
Que Novembro nos cure então!
Um mês doce,
Beijinho
Taci



sábado, 18 de outubro de 2014

Relatos de Um Outubro sem fim!


Noite de insônia, aproveitei para ouvir algumas musicas e tentar relaxar. A semana não foi fácil, com tantos transtornos no caminho do trabalho e algumas coisas bem dificeis de aceitar mas ok....
lembrando que vivemos tempos complicados no Brasil. Ainda estamos na indefinição em relação aos nossos administradores e pelo perfil dos candidatos estamos literalmente entre a cruz e a espada. E por falar em eleições, durante o pleito, encontrei um ex colega de colégio. Um dos caras mais inteligentes que já conheci em minha vida. 
Nos conhecemos mais ou menos há 10/12 anos, na época em que estava no colegial. Eramos colegas de sala e sempre percebia que ao voltar do intervalo encontrava um bilhetinho entre as minhas coisas. Mas como andava com as meninas 'mais bonitas' da escola, pensava ser para elas... Depois deste tempo todo, o reencontrei e finalmente acabei com o mistério: Era ele o escritor de tais cartinhas... Hahahaha
Tudo tão inocente. Tão bonitinho que conversando com ele por horas perguntava: - "Será que este cara tá falando de mim mesmo?!" Não sabendo ele que eu adoro um problema... hahahahaha
No mais, encontrá-lo me fez relembrar a adolescente que havia sido sufocada dentro de mim. Fez-me sentir uns 15 anos mais velha quando contou-me que estava casado e mais feliz por vê-lo no rumo certo...
Quanto a mim?
Não bato de frente com a vida. Seja o que ela quiser e ponto. Cansei de criar expectativas e aprendi a criar vergonha na cara.. (filosofei! rs)
Apenas calada e observando os próximos capítulos desta novela (brasileiram ttá?!) cheia de drama, suspense e ação (tá bom, tem uma pitadinha de romance também...rs).
Au revoir





domingo, 22 de junho de 2014

Curtinhas de Sábado

Dizem as más línguas que  se você deseja conhecer uma mulher no futuro, espelhe-se na mãe dela. Acho que isso nunca aplicou-se a mim. Eu e minha mãe até uns 04 anos atrás mantínhamos um relacionamento de cão e gato. Não vou mentir, sempre fiz o que eu quis... Pelo gosto de minha mãe eu já estava 'sossegada' há muito tempo (leia-se sossegada como casada e com filhos) mas não foi bem assim.
Dos meus irmãos, sou a única racional. A única a não criar aquele vínculo de dependência tão característicos de algumas marias aqui no nosso país. Eu sempre quis voar, sempre quis ser livre para fazer as minhas escolhas e o embate e conselho de minha mãe por vezes soava como um 'cortar de asas'. Nós duas nunca fomos parecidas em nada. Ela aquariana. Colorida, sociável, não desconfia de ninguém, acha que todo mundo é amigo e a vida é um grande conto de fadas apesar de todo sofrimento acumulado na vida. Eu virginiana. Preto e branca, não muito sociável, desconfiada por vida e humanista. Como poderia dar certo um relacionamento assim?! rs










sábado, 7 de junho de 2014

Junho e sua doçura... ;-)


Mês de maio foi um tanto pesado para mim. Ando sumida das minhas redes sociais, confesso. Ainda estou digerindo tantas coisas que aconteceram em maio... Estive doente, emagreci, quase fui assaltada, corri de um lado para o outro e quando dei por mim junho despontava no passar do calendário. Não tem sido fácil, a rotina de trabalho-academia- casa tem sido um tanto puxado mas aos poucos vou acostumando-me com esta rotina de trabalhar o dia inteiro. 
Não reclamo. Já estive em situações bem mais complicadas, agora pelo menos meus finais de semana são livres. Estes três meses de empresa têm trazido uma riqueza profissional sem tamanho. Estou reaprendendo a lidar com pessoas e mais que sistemas atendimento a gente pessoalmente exige um tanto de paciência. São tantas pessoas, com cargas e experiências de vida bem distintas da minha realidade de vinte e poucos anos que ponho-me a pensar: onde estarei daqui há alguns anos? 
Questionamentos a parte, o presente diz-me que preciso estar aqui. E o futuro um dia mostrará o por quê. Deixo uma frase ilustrativa para este momento: "Felicidade não é possuir tudo o que você deseja, mas aprender a amar tudo o que você possui...'
Um bom mês de junho para os daqui e os de lá. Um bom inverno para nós e um verão cheio de cores para o outro lado do oceano!
Beijinho
Taci





sábado, 17 de maio de 2014

A aventura que é viver num país como o Brasil.

Há mais ou menos uma semana, adoeci. Fui até o pronto socorro e fiz um exame de sorologia: Estava com dengue. Foi a pior dor que já senti em minha vida. Meu corpo todo ardia em febre e numa dor tão imensa que a impressão passada era de meus ossos estarem todos quebrados. Resultado: fiquei uma semana de molho e mais algumas semanas em observação, tomando muito líquido e atenta ao aparecimento de outros sintomas. O saldo desta doença maldita foi a perda de quase 12 kgs e da minha liberdade de ir e vir já que dependia dos meus pais para me locomover para qualquer lugar.
Passado o susto, voltei para a academia. Apesar de trabalhar o dia inteiro, ainda encontro um pouco de força para estar lá pelo menos três ou quatro vezes na semana.  Hoje pela manhã não foi diferente, acordei razoavelmente cedo e preparei-me para encerrar meu ciclo de treinos da semana na academia. Sai de casa às 9:00hrs, despedi-me de minha mãe, peguei a minha toalha, minha garrafa de água e lá fui eu... Mas algo aconteceu no caminho que impossibilitou o meu treino: quase fui assaltada. Acreditem, estava numa rua movimentada, com as pessoas aproveitando o pouco sol que hoje fez. Dois homens, dentro de um carro reduziram a velocidade e pediram uma informação: queriam saber onde ficava o CIA (Centro Industrial de Aratu - Sim, eu moro próximo a esta região..) Informei e continuei caminhando, até que percebi uma movimentação estranha: Um deles sacou uma arma e apontou em minha direção. Nestas horas costumo ser bem calma, afinal já havia passado por uma situação como esta mais de 05 vezes, mas desta vez foi diferente: eu não tinha nada para oferece-los, estava somente com a toalha e a garrafa d e água da academia, a única reação que eu tive foi correr... E corri, como nunca havia corrido na vida, corri de medo, de pavor e para tentar salvar o único bem valioso que possuía: Minha vida!
Depois da experiência de hoje, fiquei refletindo qual o mal há em tentar ir para a academia? questionei-me também sobre como eu poderia estar com aquela sensação de culpa, por tão somente querer ir e vir um direito básico de qualquer brasileiro?
Infelizmente, viver no Brasil tem sido como acertar na loteria a cada vez que chegamos safos em casa. Não temos direitos básicos como saúde e educação e este sistema perverso continua fazendo vítimas. E muitas destas vítimas, tem suas vidas ceifadas em troca de poucas coisas... As vezes nem tão valiosas assim...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Nem sempre é tarde. Nem sempre é cedo demais...

Semana bem difícil. Andei pensativa... Depois do filme o qual fiz um post anteriormente, andei zapeando a tv e acabei assistindo um quadro bem interessante. Falava sobre uma mulher, no auge dos seus 40 e poucos anos que terminara um relacionamento de pouco mais de 01 ano de duração procurando seu antigo amor para declarar-se. Nada mais natural, se por acaso eles não estivessem separados há 26 anos! Sim, 26 ANOS!
Confesso que aquela situação foi um tanto constrangedora. Imaginem, você esperar por um passado e de repente ele vir muito bem estruturado financeiramente, emocionalmente e fisicamente. Você esperar para dizer um 'eu te amo', para uma pessoa que está em paz no seu atual relacionamento e até filhos já tem....
Enquanto ela esperava por ele, ele já havia refeito toda a sua vida e praticamente apagado todos os bons momentos vividos ao seu lado. Como podem as pessoas serem tão egoístas? Primeiro da parte dele. Acho que um dos grandes pecados num relacionamento é manter-se a distância e frio. Tanto homens quanto mulheres tem de serem leais com seus sentimentos, dizendo sim o que precisa ser dito e deixando claro e muito bem claro o que aquela relação representa. Pela primeira vez me vi na situação daquela pobre mulher, com a única diferença quiseram plantar aquela interrogação no meu coração e eu a substitui pelo  ponto final! 
Era 2005, estávamos apaixonados mas a carreira dele falou mais alto, resolveu então partir sem data de regresso para o Rio Grande do Norte. Eu poderia ter ficado num canto o esperando, ou ter até ido atrás dele, mas imaginei que as mesmas oportunidades que tivera lá em Natal ele teria em Salvador, e se ele não queria ficar não o forçaria. Nem a ficar, nem a voltar. Entrei num processo longo de cura interior: Troquei de numero celular, fixo, mudei meu e-mail, só não consegui mudar de bairro... Mas afastei-me e hoje, quase 10 anos depois não me arrependo. No amor, sacrifícios só valem a pena se for de ambos os lados. Nada adianta nos sacrificarmos sem um retorno. E quanto ao falecido? Que descanse em paz em minhas memórias e nunca mais apareça em minha vida!



sábado, 5 de abril de 2014

E quando faltarem as palavras: Neruda ajuda...

Achei um poema de Pablo Neruda que consegue descifrar pelo menos um pouco do que sinto agora...


Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te. 

Por isso te amo quando não te amo e por isso te amo quando te amo.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Salut em Abril... Ultimas notícias


Tenho me afastado um pouco do Blog, o motivo é o meu trabalho. Saio de Valéria quase as 06:20 da manhã e chego em casa por volta das 19:00hrs. Quando chego em casa, chego tão cansada que não penso em outra coisa a não ser dormir...
Nestes últimos tempos de falta de tempo, muitas novidades aconteceram. As coisas aconteceram da forma como esperava o que achei um tanto estranho. Acabei sendo aprovada para trabalhar nesta indústria e organizar o setor pessoal da empresa além de trabalhar diretamente com a diretoria. Para não ficar muito distante daquilo que aprendi na faculdade, sou responsável pelos resíduos sólidos recicláveis. Ou seja, pelo menos na coleta seletiva achei um espaço para desenvolver o que aprendi sobre sustentabilidade. Nunca estive tão certa do que estou fazendo, nunca me senti tão feliz ao acordar cedo e enfrentar uma rotina pesada e cansativa. E nisso estou há quase 01 mês! 
Tive a certeza que nasci para solucionar problemas e negociar soluções. Tomar conta de tanta gente não é fácil cada um com seu mundo , seus problemas, mas todos tratam-me com cordialidade e respeito. Tirando a vida profissional que está as mil maravilhas, na pessoal tudo contínua como sempre... Aquela sensação de espera me corroi a alma. Não sei se irei aguentar mais um ano assim. E o pior que a outra parte não se decide, e quando estamos assim em cima do muro o melhor é seguir e deixar a pessoa se encontrar. Apesar de que, estou apaixonada. Como nunca estive antes... Mas nada que duas aspirinas e um remédio para dor não resolva... (ou não...). Tive notícias da minha antiga paixão, casou-se e teve uma filha, Uma FILHA! Nossa! para uma pessoa que detestava a minha mania de acolher gatos de rua, uma filha e uma família parece uma grande evolução! Depois desta notícia percebi que nunca daríamos certo mesmo, apesar de ser calma e paciente não esperar quase 10 anos de minha vida para resolver uma situação deste tipo. Ando com uma sede implacável de viver e o verbo 'esperar' aos poucos some do meu dicionário da vida... Digo isso por que a vida infelizmente não espera por ninguém, estamos ai o tempo todo, nascendo, morrendo construindo uma nova vida... Esperar é desperdiçá-la e infelizmente a vida não é um bem renovável... 
Mas mudando um pouco de assunto, já chegamos em abril... Abril?! Nossa! lembro-me da tarde de 31/12 partindo para o reveilove em Jauá e agora estamos assim, mais próximos do meio do ano... E Eu não me esqueci de dar as boas vindas a este mês que gosto tanto... Resta saber se será ou não um bom mês...


30 Dias e vamos nós mais uma vez reinventar a felicidade!













Acordando o sol, minha nova doce rotina!


BR324 Leste altura do bairro de Valéria

Eu pronta para mais um dia


Acreditem ou não, estamos em pleno outono.
 Aqui não tem folhas caindo ou mudanças nas árvores.
Outono aqui significa muito calor e muito sol

Minha mesa no mês de março

quinta-feira, 13 de março de 2014

Artigos de Quinta: Você tem medo de quê?!

2010 estava no auge dos meus 24 anos. 
Trabalhava, estudava e passava o dia inteiro fora de casa praticamente. Em 2010 também aconteceria algo que mudaria todo o percurso de minha vida.
Nesta época ainda trabalhava no bairro de Nazaré, gostava do meu trabalho, dos amigos que lá fiz e da minha rotina de 6 horas e 20 minutos diários de trabalho. Pois bem, numa destas vindas para casa, justo no dia que não teria inglês resolvi pegar um ônibus num local diferente. Na verdade, já andava um pouco estressada estava há quase 02 anos sem tirar férias e meu trabalho era até então estressante até demais. Nesta volta, acabei pegando um ônibus direto para o bairro onde residia e no meio do caminho acabaram assaltando o ônibus. Engraçado, estava dormindo, sem me preocupar, aquilo nunca havia acontecido comigo antes... Só lembro de ser acordada com uma arma apontada para meu rosto, perder o dinheiro que havia reservado do curso e da primeira mensalidade de minha segunda faculdade e meu celular. Celular este que não havia pago nem a primeira prestação! (ficou a lição: não compro mais nada a prazo!) O que restou daquela tarde foi bem mais que um prejuízo financeiro, fiquei traumatizada de tal forma que não conseguia nem sair de casa. Depois de algum tempo, houveram alguns outros assaltos o bastante para despertar crises de ansiedade e estresse que atrapalham minha vida até hoje. Desisti do intercâmbio que estava planejando, pedi licença do trabalho e me isolei em casa. Fiquei quase 02 anos reclusa e escondida do mundo por puro medo. Resolvi então sair daquele emprego, mudar de ares, mas mesmo assim não resolveu muita coisa. Ainda sinto muito medo de andar de ônibus em Salvador e mesmo em carros de passeio sinto medo também, fiquei num estado de hipervigilância de um jeito de dar dó...
Infelizmente, nada mudou desde que tudo aconteceu. A violência em nosso país continua em progressão geométrica e eu cá só observando. Com medo de viver, com medo de sair de casa!











quinta-feira, 6 de março de 2014

Timidez

O poder dos quietos,
uma boa sugestão de leitura

Certa vez fui presenteada com um livro que tratava da timidez como uma qualidade a ser preservada. Era um tanto quanto interessante. Neste livro figurava pessoas como o presidente dos Estados Unidos, o Obama. 
Eu nunca tive problemas com a minha timidez. Mas achava que o fato de ser tímida poderia atrapalhar minhas relações sociais e quem sabe um dia tornar-me uma pessoa que apreciava mais a solidão do que estar ao lado das pessoas. Resolvi fazer teatro. Fiz, resolveu em partes. Minha dicção melhorou, consigo conter um pouco mais minhas emoções mas quanto a timidez... Esta me acompanha até hoje.
Algumas pessoas mais próximas ao meu círculo de amizade não me acham tímida. Sabe aquela velha história de uma pessoa gaga que canta divinamente bem. Eu sou assim, a única diferença que não sou gaga. Sou tímida. 
Mas analisando sob o ponto do livro e dos ensinamentos recebidos desde a infância, nenhum de nós é ensinado o calar. Nós não aprendemos a silenciar e ouvir o outro, tentar entender. Coisa que somente as pessoas mais tímidas o fazem com mais exatidão. Ensinamos aos nossos filhos/sobrinhos/alunos o poder das palavras, mas não a cura milagrosa do silêncio do aprender a ouvir o outro. E com tanta tecnologia, o que menos pensamos é em calar-se...
E uso da minha timidez para analisar as pessoas mais de perto. Para conhecer outras histórias e para fazer o que mais gosto: Observar as pessoas...





segunda-feira, 3 de março de 2014

Relatos de uma antiga paixão

Era verão de 2006. A Bahia fervia em festas e agito e eu trabalhando e estudando muito. Saia de casa com o nascer do sol e só voltava altas horas da noite. Indo atrás do meu sonho, permaneci assim até janeiro de 2007. 
Justamente neste período, o conheci. Ele bem mais velho que eu, 20 anos de diferença pra ser exata, vivido, viajado e professor de inglês num curso de idiomas aqui de Salvador. Resolvi que não haveria problemas em conhecê-lo melhor, então conversamos por quase 02 meses pela internet antes de marcarmos algo mais pessoalmente. Neste tempo em que conversamos, o conheci mais de perto. Seus gostos pessoais, suas experiências... Até então, nunca havia me apaixonado por ninguém.  Marcamos para assistir um filme cheguei lá um pouco atrasada e o procurava por todos os lados, mas quem deveria me encontrar seria ele e ele o fez. Encontrou-me no meio de uma multidão de pessoas que aguardavam para entrar nas salas do cinema de um grande shopping de Salvador... Nos encontramos,  decidimos o filme e conversamos. Eu totalmente sem jeito, dois estranhos até então ali frente a frente... Ele conversava mais que eu, contava como foi a semana, o que ele havia feito e eu imaginando tudo aquilo e me divertindo. Iria começar o filme segurou minha mão, comprou o ingresso e lá fomos nós assistir ao filme escolhido. Dentro da sala foi um tanto engraçado a preocupação dele tapando meus olhos para que eu nã visse algumas cenas de nudez do filme... Ahh, isso eu não posso negar: ele tinha um humor incrível! Meu dia poderia estar horrível, bastava ouvir o nome da criatura que ficava feliz... Acho que é assim que nos sentimos quando estamos apaixonados.. Rs
Após o filme despedi-me dele. Precisava chegar em casa no horário marcado por minha mãe, mas antes aconteceu: nosso primeiro beijo. Fiquei balançada com aquela aurea toda de conquista, mas não dei muita importância... Ele iria continuar sendo aquela pessoa que mais conversava pela internet.
No dia seguinte, ele me ligou. Na época trabalhava como analista de atendimento numa financeira e costumava almoçar num restaurante perto de um hospital. Tomei um susto! Estava em horário de almoço, porém ouvir a voz dele e saber que pensava em mim pelo menos naquele momento me deixou mais feliz que assustada. Naquele dia, após o trabalho fui pra faculdade e durante toda a semana tudo ocorreu bem. Iríamos nos encontrar no sábado, a tarde para ver o por do sol. Marcamos advinhem aonde? Itapuã! Sim, foi um dos meus primeiros contatos com o bairro. Nos encontramos a tardezinha, numa antiga barraca de praia após a Praia do Farol, armamos uma rede e ficamos por lá vendo a tarde passar... Até aquele dia, tudo bem. Ele parecia ser um cara legal, estávamos nos dando super bem. Naquele dia, me apaixonei por ele.
Me despedi mais uma vez, antes do horário. Morava longe de Itapuã, minha mãe me esperava e eu nunca fui de dar trabalho a minha mãe... Mais uma semana chegou e se foi, marcamos mais uma vez e desta vez, eu já estava mais preocupada em agradá-lo.
O que posso resumir daquele dia foi que perdemos o horário, ele veio me deixar em casa e eu cheguei numa nuvem, ou quase... rs Durante o percurso da volta pra casa, ouvimos no rádio uma música que marcou nossa história: "I'm not in love" The Pretenders. Depois daquele dia, passamos a manter um contato mais próximo. Nos falávamos sempre pelo falecido MSN, ele ligava sempre para mim e assim mais um fim de semana aproximou-se. Desta vez, trocamos Itapuã por Lauro de Freitas. Fomos andar de Skate. Na época, não sabia nada de skate, mas ele pacientemente fez questão de me ensinar. Ele, eu, nós dois naquela pista, num dia quente de verão... Foi tudo tão lindo, até que algumas meninas se aproximaram. Quando vi aquela cena, descobri pela primeira vez o gosto amargo do ciúme. Daí percebi que ele significava muito para perdê-lo. Acho que ele nunca entendeu o porque fiquei a tarde inteira com uma cara não muito agradável... Resolvemos ir a praia. Fomos a Praias do Flamengo, lá passamos nossa última tarde juntos...
Depois da tarde, ele me levou até o local de pegar uma outra condução - Senti no fundo de meu coração que nunca mais o veria- Foi uma sensação tão estranha! Como poderia, eu gostar tanto dele e ele querer ir-se assim , sem maiores explicações?! 
E assim que nossa história terminou, ou pelo menos eu achava. Ele não me ligou na semana seguinte. Evitava conversas no MSN, não nos falávamos no Orkut. Achei um pouco imaturo da parte dele. Esperava que ao menos, por se tratar de um cara de 40 anos, ele tivesse a maturidade de me contar o que estava acontecendo. As semanas foram passando e não o esquecia (parecia praga de vó!), tentei sair com outras pessoas, tentei namorar outros rapazes mas nada... Nada curava aquele - E se?! - do meu peito. Passou-se exatos 04 meses, reencontramo-nos novamente pelo MSN, decidimos conversar, precisávamos resolver aquela situação. Fiquei esperançosa, afinal, ele ter tomado a atitude foi algo que me surpreendeu. Estava disposta a falar tudo o que ele significava para mim, estava disposta a  lutar por aquilo que sentia por ele porque sabia que de certa forma não ia acabar assim. Marcamos na sexta, mas antes ele iria me ligar.... Não ligou...
Fiquei tão decepcionada, não quis saber o porque. Até que o encontrei novamente on line no msn. Se explicou, pediu desculpas mas tinha voltado com a ex dele. "Sim, e eu?!" eu me perguntava mas não verbalizei nada.
Levei 3 anos para me relacionar novamente. E prometi a mim mesma que nunca mais iria me apaixonar por ninguém, sem saber mesmo que quisesse eu não poderia abrir meu coração para mais ninguém por que dentro dele este amor do passado residia. E foi assim durante 04 anos de minha vida... Hoje, não mantenho contato nenhum com ele. Nem sei se mora aqui em Salvador ou mudou-se. É estranho uma pessoa que significou tanto de repente tornar-se apenas um espectro do que ela já foi em nossas vidas...
E o pior, quando temos algo ainda a dizer. Parece que o tempo não passa. Parece que a dor não diminui...
O que guardei para dizer a ele naquele dia era tão simples... Iria dizer que independente das muitas curvas que esta vida possui, não iria ser diferença de idade, distância ou outro qualquer motivo que me faria deixar de amá-lo. Pena que não iria fazer diferença..












Confissões de uma segunda de carnaval...

As vezes o que eu mais queria era voltar a ser criança, só para ter a liberdade de chorar a qualquer momento sem dar maiores explicações. Só para viver meus sentimentos de forma mais aberta e não ter estes medos bobos que tenho de mostrar fraqueza ao pensar em meus sentimentos.
Mesmo com este espaço virtual muitas coisas que eu gostaria de falar ficam ali, bloqueadas. Como se a vida real fosse apenas uma forma de escape aos meus problemas, como se os meus problemas fossem equações exatas ou problemas matemáticos. Na sexta, estava conversando com minha irmã mais nova sobre este bloqueio. Eu não consigo me entregar. Eu não consigo verbalizar. Não me vejo 'anulada', com os meus sentimentos expostos... Daí minha vida fica assim, cheio de pensamentos e falas que não saem da minha cabeça... Agora mesmo, estou aqui com um bolo na garganta sem conseguir derramar uma lágrima e o mais engraçado é que ando me emocionando fácil... 
Tomei um banho frio. E nada. Comi um doce, arrumei meus armários, olhei mil vezes pro teto, andei de um lado para o outro... Nada adiantou. Nada cura esta vontade louca de sair por ai, gritando aos quatro cantos... Mas não consigo. Antes quando ficava assim bastava chorar para me sentir aliviada... Agora, tento e nada...
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