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quinta-feira, 6 de março de 2014

Meu caso de amor e ódio a aeroportos



Sou uma observadora nata.
E agora aspirante a aeroportuária. Talvez os leitores se perguntem por que quero enveredar por estes lados? Eu os respondo: Por que não há lugar melhor para encontrar sorrisos, abraços e beijos sinceros que um aeroporto.
A saudade das pessoas, a curiosidade de quem chega, a tristeza de quem parte, o vai e vem nas alas de check in... Os ares de um aeroporto reservam bem mais que chegadas e partidas, revelam vidas que vem e vai no ritmo da vida que é um eterno partir/andar.
Vejo pessoas que em outrora partiram para realizar seus sonhos em terras além, voltando com sua família formada para visitar quem aqui deixou. Vejo o esplendor de alegria dos amantes que reencontram-se após algum tempo (ou não) de saudade e espera. Ahh, já falei que detesto esperar?! Não sei como as pessoas suportam com um sorriso no rosto e quando lhes é perguntado se tudo ocorre bem a resposta é sim. E mesmo com a saudade estrangulando o coração, ainda sabem colocar um sorriso no rosto e serem felizes. Como podem ser felizes, com a saudade apertando mais que sapato pequeno em pé grande?
Não saberia explicar. Pois, tudo que temos conhecimento e é facilmente explicável não faz muito sentido. Aliás, as vezes vejo a saudade como uma companhia para os dias mais difíceis e uma esperança que dias mais amenos virão...
Nada é mais reconfortante ao coração do que estas imagens. E o mais engraçado: as pessoas estão ocupadas de tal forma que nem notam estas pequenas histórias de amor/humor/família ao seu redor quando estão no saguão aguardando algo...








sábado, 2 de novembro de 2013

Cem anos de Vinícius e minha paixão por Itapuã!




Quem me conhece mais de pertinho sabe o amor que sinto pela Bossa Nova e Samba. Aliás a música brasileira é uma das poucas coisas que me deixam realmente orgulhosa de ter nascido em terras tupiniquins. 
Vinicius de Moraes foi um dos grandes artistas da terra brasilis. Cantor, compositor, diplomata e poeta, o que resultaria esta mistura tão grande: um grande multi artista. Apesar de ser carioca, amou também a Bahia ao casar-se com sua morena flor e mudar-se para o até então bairro de Itapuã. Alguns anos depois, quem foi convidada a descobrir as belezas e encantos deste bairro fui eu. Na verdade, nem era tão apaixonada pelo bairro assim até que um Ex-amor dos meus 20 anos convidou-me a passar uma tarde em Itapuã, unica boa lembrança da criatura. Depois desta tarde, não sei lá por que, acabei apaixonando-me pelo bairro e pela pessoa. Vivemos um relacionamento um tanto quanto relâmpago para meus padrões. O amor entre nós acabou, mas o meu relacionamento e amor por Itapuã permaneceu. Passar tardes infinitas, Pôr e nascer do sol, conversa fiada no largo de Cira ora degustando de seus quitutes ora engordando com as cocadas deliciosas do lugar, banhando-me nas águas salgadas dos mares de Itapuã ou nas águas doces do Abaeté...
Todas estas experiências fizeram-me amar Itapuã e renascer minha alma de lá... E um viva a Vinicius, tão apaixonado quanto eu por este pedaço delicioso de Salvador!






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