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sábado, 19 de agosto de 2017

Não é mais uma desculpa esfarrapada: Sou Virginiana!



Para dias sem  dias sem inspiração: desculpas...
E invento e uso sempre a mesma: Sou virginiana!
E como boa virginiana preciso ver a função, a necessidade de cada coisa. Os sentimentos são guardados e organizados como se houvesse uma caixinha, com a sua descrição e modo de usar em ordem alfabética.
 Se não serve, por mais que sinta dor, descarto em dois tempos. Não vou dizer que com isso não tenho acumulado uma boa quantidade de cicatrizes no coração, mas sou durona!
As vezes me impressiono com a minha capacidade de resolver as coisas de uma forma breve e quase cirúrgica, num corte superficial que a olhos nus parece mais um risco. É como se um rio de repente secasse e dele não restasse nem a sombra daquilo que um dia foi. Não é frieza. Eu consigo demonstrar emoções. Sentimentos não.
Eles ainda continuam guardados lá naquela caixinha. Um dia descobrirei pra que eles servem...




sábado, 30 de abril de 2016

Por onde andei..

Salut Pessoas!
Como estão vocês? Andei sumida deste cantinho mas agora aproveitando as férias irei colocar nosso papo em dia!
Muitas coisas acontecerem nesse intervalo de tempo, mas muitas coisas de relevância também!
Estou vivendo num país totalmente diferente daquele Brasil de 05 anos atrás...  Estamos passando por uma das piores crises já noticiada e já vista em todo território. O que é mais triste é ver tantas pessoas perdendo emprego e as oportunidades e vertendo para um caminho incerto....
Tirando de lado um pouco as questões políticas, verão foi uma delícia! Viajei e me diverti muito! Basta dizer que fui a três Estados diferentes aqui no Nordeste. Irei delicadamente e carinhosamente colocar um por um aqui..
Esperem por mais notícias

Taci

sábado, 17 de maio de 2014

Centro Educacional de Valéria - Giz

Estudei nesta escola no período de 1994 à 1997 quando então mudei-me de escola para dar continuidade aos estudos no ginasial.
Em 1995 estudava pela manhã e estava até então com 09 anos de idade. No intervalo, sempre no horário do lanche as minhas colegas reservavam o tempo para brincar e correr, já eu gostava de ficar sentada com meu diário no colo anotando tudo o que observava. Lembro-me que além dos meus primeiros garranchos, meus diários sempre tinham anotações de colegas, amigas e professores.  Lembro-me dos dias de chuva. As ruas cheias de água e meus pais indo buscar-me na porta do colégio. Outra lembrança boa que tenho daquele tempo é a inocência de pequenos atos, acreditava-se que ao desenhar o sol nas calçadas ou no pátio da escola ele voltava a brilhar. Foi quando a música 'giz' da Legião Urbana fez um real sentido em minha vida. Eu desenhava pelo pátio vários sóis para tentar dar ao dia um sentido mais especial. 
Bem, do velho Centro Educacional de Valéria quase nada sobrou. Hoje em dia, no espaço que funcionava a escola existe um supermercado e uma igreja. Mas a sensação de passar em frente aquele lugar ainda continua a mesma. É como se atravessasse a linha tênue entre o passado e o presente e pudesse viver tudo aquilo novamente... Uma época de poucos recursos mas grande esforço dos meus pais, um tempo em que se vivia em paz na Bahia, as crianças podiam brincar até mais tarde nas ruas, tinhamos a liberdade do ir e vir...
Ainda bem que sobrou pelo menos a música. Na letra:

"Desenho toda a calçada
Acaba o giz tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol, que a chuva apagou..."








segunda-feira, 3 de março de 2014

Relatos de uma antiga paixão

Era verão de 2006. A Bahia fervia em festas e agito e eu trabalhando e estudando muito. Saia de casa com o nascer do sol e só voltava altas horas da noite. Indo atrás do meu sonho, permaneci assim até janeiro de 2007. 
Justamente neste período, o conheci. Ele bem mais velho que eu, 20 anos de diferença pra ser exata, vivido, viajado e professor de inglês num curso de idiomas aqui de Salvador. Resolvi que não haveria problemas em conhecê-lo melhor, então conversamos por quase 02 meses pela internet antes de marcarmos algo mais pessoalmente. Neste tempo em que conversamos, o conheci mais de perto. Seus gostos pessoais, suas experiências... Até então, nunca havia me apaixonado por ninguém.  Marcamos para assistir um filme cheguei lá um pouco atrasada e o procurava por todos os lados, mas quem deveria me encontrar seria ele e ele o fez. Encontrou-me no meio de uma multidão de pessoas que aguardavam para entrar nas salas do cinema de um grande shopping de Salvador... Nos encontramos,  decidimos o filme e conversamos. Eu totalmente sem jeito, dois estranhos até então ali frente a frente... Ele conversava mais que eu, contava como foi a semana, o que ele havia feito e eu imaginando tudo aquilo e me divertindo. Iria começar o filme segurou minha mão, comprou o ingresso e lá fomos nós assistir ao filme escolhido. Dentro da sala foi um tanto engraçado a preocupação dele tapando meus olhos para que eu nã visse algumas cenas de nudez do filme... Ahh, isso eu não posso negar: ele tinha um humor incrível! Meu dia poderia estar horrível, bastava ouvir o nome da criatura que ficava feliz... Acho que é assim que nos sentimos quando estamos apaixonados.. Rs
Após o filme despedi-me dele. Precisava chegar em casa no horário marcado por minha mãe, mas antes aconteceu: nosso primeiro beijo. Fiquei balançada com aquela aurea toda de conquista, mas não dei muita importância... Ele iria continuar sendo aquela pessoa que mais conversava pela internet.
No dia seguinte, ele me ligou. Na época trabalhava como analista de atendimento numa financeira e costumava almoçar num restaurante perto de um hospital. Tomei um susto! Estava em horário de almoço, porém ouvir a voz dele e saber que pensava em mim pelo menos naquele momento me deixou mais feliz que assustada. Naquele dia, após o trabalho fui pra faculdade e durante toda a semana tudo ocorreu bem. Iríamos nos encontrar no sábado, a tarde para ver o por do sol. Marcamos advinhem aonde? Itapuã! Sim, foi um dos meus primeiros contatos com o bairro. Nos encontramos a tardezinha, numa antiga barraca de praia após a Praia do Farol, armamos uma rede e ficamos por lá vendo a tarde passar... Até aquele dia, tudo bem. Ele parecia ser um cara legal, estávamos nos dando super bem. Naquele dia, me apaixonei por ele.
Me despedi mais uma vez, antes do horário. Morava longe de Itapuã, minha mãe me esperava e eu nunca fui de dar trabalho a minha mãe... Mais uma semana chegou e se foi, marcamos mais uma vez e desta vez, eu já estava mais preocupada em agradá-lo.
O que posso resumir daquele dia foi que perdemos o horário, ele veio me deixar em casa e eu cheguei numa nuvem, ou quase... rs Durante o percurso da volta pra casa, ouvimos no rádio uma música que marcou nossa história: "I'm not in love" The Pretenders. Depois daquele dia, passamos a manter um contato mais próximo. Nos falávamos sempre pelo falecido MSN, ele ligava sempre para mim e assim mais um fim de semana aproximou-se. Desta vez, trocamos Itapuã por Lauro de Freitas. Fomos andar de Skate. Na época, não sabia nada de skate, mas ele pacientemente fez questão de me ensinar. Ele, eu, nós dois naquela pista, num dia quente de verão... Foi tudo tão lindo, até que algumas meninas se aproximaram. Quando vi aquela cena, descobri pela primeira vez o gosto amargo do ciúme. Daí percebi que ele significava muito para perdê-lo. Acho que ele nunca entendeu o porque fiquei a tarde inteira com uma cara não muito agradável... Resolvemos ir a praia. Fomos a Praias do Flamengo, lá passamos nossa última tarde juntos...
Depois da tarde, ele me levou até o local de pegar uma outra condução - Senti no fundo de meu coração que nunca mais o veria- Foi uma sensação tão estranha! Como poderia, eu gostar tanto dele e ele querer ir-se assim , sem maiores explicações?! 
E assim que nossa história terminou, ou pelo menos eu achava. Ele não me ligou na semana seguinte. Evitava conversas no MSN, não nos falávamos no Orkut. Achei um pouco imaturo da parte dele. Esperava que ao menos, por se tratar de um cara de 40 anos, ele tivesse a maturidade de me contar o que estava acontecendo. As semanas foram passando e não o esquecia (parecia praga de vó!), tentei sair com outras pessoas, tentei namorar outros rapazes mas nada... Nada curava aquele - E se?! - do meu peito. Passou-se exatos 04 meses, reencontramo-nos novamente pelo MSN, decidimos conversar, precisávamos resolver aquela situação. Fiquei esperançosa, afinal, ele ter tomado a atitude foi algo que me surpreendeu. Estava disposta a falar tudo o que ele significava para mim, estava disposta a  lutar por aquilo que sentia por ele porque sabia que de certa forma não ia acabar assim. Marcamos na sexta, mas antes ele iria me ligar.... Não ligou...
Fiquei tão decepcionada, não quis saber o porque. Até que o encontrei novamente on line no msn. Se explicou, pediu desculpas mas tinha voltado com a ex dele. "Sim, e eu?!" eu me perguntava mas não verbalizei nada.
Levei 3 anos para me relacionar novamente. E prometi a mim mesma que nunca mais iria me apaixonar por ninguém, sem saber mesmo que quisesse eu não poderia abrir meu coração para mais ninguém por que dentro dele este amor do passado residia. E foi assim durante 04 anos de minha vida... Hoje, não mantenho contato nenhum com ele. Nem sei se mora aqui em Salvador ou mudou-se. É estranho uma pessoa que significou tanto de repente tornar-se apenas um espectro do que ela já foi em nossas vidas...
E o pior, quando temos algo ainda a dizer. Parece que o tempo não passa. Parece que a dor não diminui...
O que guardei para dizer a ele naquele dia era tão simples... Iria dizer que independente das muitas curvas que esta vida possui, não iria ser diferença de idade, distância ou outro qualquer motivo que me faria deixar de amá-lo. Pena que não iria fazer diferença..












terça-feira, 29 de outubro de 2013

Pequenos devaneios numa tarde de sol...



... E quando todas as canções de amor passam a fazer sentido, você pensa no quanto passou complicando sua vida. Tudo é tão simples, tão fácil de entender. E pouco importa o mundo. O vento fica mais gostoso, o sol brilha mais, as pessoas sorriem de volta com mais intensidade, as portas abrem-se com mais facilidade.
Tudo isso, pelo simples motivo: o que realmente importa é aquilo que se passa dentro de nós... 

Amor?? 
Paixão?? 
Pouco importa! 

sábado, 8 de junho de 2013

06/06/13

Depois de um dia nada fácil, engarrafamentoss, atrasos e outras coisas provenientes de trabalho impossível não pegar-se a fazer uma auto avaliação.
Ultimamente é o que mais tenho feito. Não somente em relação a minha vida, mas em relação a aspectos mais gerais. Pensava eu que o tempo ensinaria-me a ser a mulher que sonhei que seria, porém mesmo com o seu passar desationoso eu continuo a mesma, com as mesmas indagações só não o mesmo pensamento. Dai então aprendi nestes ultimos meses que idade nem sempre significa maturidade, sou a quase conselheira de algumas amigas e vê-las aos 30 anos queixando-se dos homens como adolescentes não tem sido nada fácil de entender.
Sinceramente, não que seja de ferro, é uma situação a qual não me vejo nem desejo para mim. Amor é como um pássaro, se ele vive auto exilado numa gaiola perde um pouco o sentido. Amor tem que ser livre, não ter obrigatoriedade, ser puro, inocente, bom pra quem sente e o vê. Ninguém neste mundo nasce para serem obrigados a nos amar, mas se este entrega o seu amor o aceitemos de bom grado e se possível retribuemos. Se não for possível, fica a honestidade, o carinho e a verdadeira inteção.  Para quê obrigar alguém a nos amar? (isso é impossível) para que tantas expectativas e não viver o que se tem a viver??
Que saíbamos a efemeridade dos dias, das pessoas. Convivemos com tantas dores mais superiores, porquê deveríamos achar que não viveríamos sem a presença de um certoo alguém?






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